Por seres humano, sê humano!

Por seres humano, sê humano!

Seres humanos, capazes de atos incríveis e atitudes absurdas!

Não fizéssemos parte da espécie, o que diríamos?

Ora, e o que dizemos?

Encontraremos apaixonados defensores e também duros opositores.

Uma reflexão interessante afirma que onde têm seres humanos unidos, encontraremos seres humanos desunidos.

Estas reuniões são geradas, com frequência, por conflitos.

Isto soa estranho?

Pense nas reuniões de condomínios, nas reuniões nas empresas.

Debates longos, difíceis que serem encerrados, onde as pessoas lutam mais para ter razão do que para encontrar solução!

Charlotte Bronte, em seu livro Jane Eyre – que lembrança mágica da minha adolescência- afirma: “É inútil dizer que os seres humanos deveriam satisfazer-se com uma vida tranquila. Eles precisão de ação. E se não a encontrarem, irão fazê-la acontecer.”

Então, Deus nos guarde de muitos de seus movimentos…

Dizem muitos críticos mordazes:

Os humanos são dados a idolatria, a começar pelo espelho.

Espelho, espelho meu, haverá alguém mais bela do que eu? Quem não se lembra?

Alguns são brandos, mas contundentes: “Gosto de alguns animais como eles são. Gosto de humanos como eles poderiam ser!”

Seria por isso que, de forma inconscientemente, os homens ensinam e treinam os animais a não se comportarem como os humanos?

Cercados de atenção por pais e avós, ouvíamos que filhos largados e criados com gatos só aprendem a miar!

Isso resgata um pensamento e nos alerta que somos seres em estado bruto. É a lapidação que nos torna humanos!

Pronto! Mais um ponto para controvérsia: humano é substantivo ou adjetivo?

Ambos. Os humanos- substantivo-, nem sempre se mostram humanos- adjetivo!

Por destruir a base de nossa existência, o planeta Terra, somos incongruentes. Pela capacidade de criação, fascinantes!

A arte só existe, porque há seres humanos. Nenhuma outra espécie deixou sinais dessa capacidade de expressão.

Seria a arte o resgate da expressão de humanidade dos humanos? Uma forma de retirá-lo de sua letargia?

A necessidade de sobrevivência e a busca por segurança levaram os humanos a criarem correntes de pensamentos. Entre elas, os ditos e, aparentemente, antagônicos, capitalismo e socialismo.

As defesas apaixonadas de um e de outro, deixam claras evidências que o capitalismo foi inventado para cuidar do dinheiro e o socialismo das pessoas.

Reflita: como cuidar das pessoas sem dinheiro e como cuidar do dinheiro sem pessoas?

Como defender, então, que esses pensamentos são antagônicos?

Enigmáticos fomos, somos e seremos?

Sim, principalmente quando lembramos das necessidades de exercício da espiritualidade. E esta é reforçada pela fé e a criação de religiões.

Pierre Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia, e nos deixou uma reflexão, que prefiro transformar em uma pergunta.

Para Teilhard:

Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual…
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana…

Para mim:

Somos seres humanos passando por uma experiência espiritual ou seres espirituais passando por uma experiência humana?

Como pergunto, levanto outra questão: por que razão?

O que o futuro nos reserva? O que reservamos para o futuro?

Se somos seres com possibilidades de ser o que quisermos, o que seremos e faremos no futuro?

A violência escancarada nos faz questionar porque razão olhamos para seres humanos e neles não vemos traços de humanidade!

Podemos mudar? Estamos evoluindo ou apenas nos adaptando?

Sempre há esperança de mudanças?

Para uns sim, para outros apenas sonhos!

Esperança ou sonho, então, que por seres humano, sê humano!

Para o infinitivo pessoal, que seja imperativo o comportamento humano…

 

Ivan Postigo

Diretor de Gestão Empresarial

Articulista, Escritor, Palestrante

Postigo Consultoria Comunicação e Gestão

Resumo

Uma reflexão interessante afirma que onde têm seres humanos unidos, encontraremos seres humanos desunidos.

Estas reuniões são geradas, com frequência, por conflitos.

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Ivan Postigo

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