O governo do mercado, o mercado do governo

O governo do mercado, o mercado do governo

Quando pensamos em capitalismo, a primeira coisa que nos vem à mente é a livre-iniciativa.

Seria a livre-iniciativa o exercício do direito de cada pessoa de exercer atividades econômicas, sem cerceamentos por parte do Estado?

Desde, claro, que não prejudique os direitos dos outros cidadãos.

Exercitamos, realmente, no nosso país, a livre-iniciativa?

 

A burocracia que nos cerca, a carga fiscal absurda, permite, de fato, o exercício desse direito?

Essa barreira não é resultado da omissão da classe empresarial e de uma sociedade que elege, e, ao invés de delegar, entrega o comando político da nação, em todos os seus níveis, sem efetiva participação?

 

O termo capitalismo provoca debates acalorados, por suas variadas interpretações.

 

A questão crucial é que a interferência do governo em mercados ditos capitalistas tem sido marcante. Por que os detentores do capital e dos meios de produção não governam o mercado?

 

Fato é que, quanto maior a interferência do Estado em áreas que requerem investimentos intensivos, maior a acomodação e distanciamento dos consumidores.

 

Pense: se os resultados de pesquisas são interessantes para o setor privado, porque as empresas no Brasil investem tão pouco no assunto?

Falamos tanto em inflação, mas quantas empresas tem seu índice de inflação mensal, para ajustar sua curva, adequando a cesta de consumo para reduzi-la?

Acompanhar a evolução dos custos dos produtos nos mostra apenas parte da questão. Não trata de toda sua complexidade!

 

Entidades de classe têm dificuldades para coletar informações de seus associados, justamente aqueles que deveriam mostrar total interesse.

Perspectivas de investimentos, uso de capacidade instalada, número de funcionários, projeção de crescimento e tantos outros itens, que precisam ser entendidos e gerenciados no segmento, pouco interesse despertam ao responderem questionários.

 

Muitos desses itens acabam sendo coletados e divulgados por órgãos do governo.

 

A quem interessa o mercado?Apenas ao governo?

 

Quando a iniciativa privada não governa o mercado, este mercado fica a cargo do governo.

 

Que papel esperamos do Estado?

Qual o tamanho do Estado que estamos dispostos a financiar?

Quem deve ser indutor do crescimento econômico: o Estado ou o setor privado?

 

A planificação da economia, em suas variadas influências, coloca grilhões nos elementos que tornam o mercado mais dinâmico.

O Estado sempre arrecadou muito e investiu mal. A história tem provas concretas.

 

Ainda que eleitos por voto direto, os ditos representantes do povo não darão ao mercado tratamento econômico, mas político.

Os governos serão maiores e mais influentes, quanto menor for a capacidade da população de se conduzir em sociedade!

 

Benjamin Constant alertava: “Cada vez que o governo tenta manejar os nossos negócios, fica mais caro e os resultados são piores do que se fossemos nós a fazê-lo.”

Nossa omissão tem um preço. Platão há muito adiantou: “A punição que os bons sofrem, quando se recusam a tomar parte do governo, é viver sob o governo dos maus.”

Quem sabe dos incompetentes!

 

Quem governa o mercado?

Sem participação efetiva da sociedade, os governos serão eternos trens da alegria: na frente, como máquina e locomotiva, os eleitos. Atrás, os vagões da sociedade, que tem que se contentar com a seca paisagem!

 

E as empresas?

Pagando impostos, que repassam à sociedade para sustentar o movimento da composição.

 

Quem governa o mercado?

 

Ivan Postigo

Diretor de Gestão Empresarial

Articulista, Escritor, Palestrante

Postigo Consultoria Comunicação e Gestão

 

Resumo

 

A  interferência do governo em mercados ditos capitalistas tem sido marcante. Por que os detentores do capital e dos meios de produção não governam o mercado?

 

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Ivan Postigo

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