Economia compartilhada e a mudança no consumo

Por Leornardo Pedroza, CEO da Copygreen Outsourcing

 

O termo ‘economia compartilhada’ ou ‘economia colaborativa’, surgiu com a ideia de poder aproveitar do benefício de algum produto sem ter que necessariamente adquiri-lo. No entanto, a nova forma de fazer negócios também foi providencial para empreendedores que viram na atividade uma maneira de inovar em meio a uma crise que se arrasta por anos.  A economia compartilhada tem desafiado os modelos tradicionais de negócio. As atividades da economia colaborativa fomentaram o surgimento das startups e hoje há inúmeras empresas neste mercado, a fim de suprir serviços e consumo de bens temporários. Os concorrentes são muitos, os preços competitivos e a qualidade dos serviços cada vez melhores.

Segundo a revista Forbes, 3,5 bilhões de dólares é o valor que a economia compartilhada movimentou em 2013, 15 bilhões em 2014 e a PWc (PricewaterhouseCoopers) – uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo- disse que a projeção para 2025 pode ser de até 335 bilhões de dólares. Se para os empreendedores a atividade fomentou muitos negócios lucrativos, para os consumidores a economia colaborativa também trouxe muitas vantagens, por isso foi muito aderente. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo aprovaram o modelo. Para 81% das pessoas que responderam à pesquisa, o compartilhamento torna a vida mais fácil e funcional e 71% acham que possuir muitas coisas em casa mais atrapalha do que ajuda.

Dentre as modalidades de consumo colaborativo mais utilizadas no Brasil estão as caronas (41%), aluguel de casas ou apartamentos para temporadas (38%) e aluguel ou compartilhamento de roupas (33%). Mas não são somente as pessoas que podem se beneficiar aproveitando os serviços da economia compartilhada. Muitas empresas utilizam das ofertas de economia colaborativa e além de não terem que se preocupar com a manutenção de equipamentos, conseguem economizar de maneira significativa.  Um exemplo da oferta destes serviços para empresas é o outsourcing de impressão, uma terceirização de todo o processo com impressão e cópias de uma organização. De acordo com um relatório publicado pela Transparency Market Research, a previsão é de que o mercado de serviços de outsourcing de impressão atinja a marca dos US$ 95 bilhões em 2024, o que, se confirmado, representará um aumento de 14,8%. Por meio do compartilhamento das impressoras, a empresa passa a contar com equipamentos de última geração e não precisa gastar com a atualização de softwares nem compra de equipamentos que substituam os obsoletos. Contando todas essas vantagens, é possível chegar a uma economia de até 30% no orçamento mensal, que pode ser utilizado pela empresa para realizar outros investimentos.

O que se sabe é que a economia compartilhada ou colaborativa está mudando não só o modo como entendemos a relação de oferta e demanda, mas também as relações pessoais e profissionais da sociedade como um todo. Carros, caronas e casas já estão sendo divididas e até empresas estão utilizando do serviço de compartilhamento para economizar. A partir disso, começam a surgir oportunidades que as pessoas não enxergavam: ganhar dinheiro sem precisar abrir uma empresa, viajar para locais distantes com baixo custo e baixar os gastos de companhias ajudando na sustentabilidade financeira das corporações. A economia compartilhada não é mais o futuro. Ela já chegou faz tempo e se consolida cada vez mais como a luz no fim do túnel diante da crise que todos enfrentam, tanto as empresas, quanto as pessoas.

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