Da pedra à tela

Por Júlio Röcker Neto*

Já presenciamos o “fim” de alguns suportes de comunicação, como videocassete, fita cassete, disquete, entre outros. O fim do livro impresso também é tema corrente e, nesse contexto, vem à tona, logicamente, o fim do livro didático, em especial pelo crescimento das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). O impacto das novas tecnologias nos ambientes educativos é evidente, mas é preciso relativizar o tom catastrofista, levando-se em conta a evolução histórica dos suportes de comunicação/leitura. Os diferentes suportes de leitura (pedra, argila, osso, metal, madeira, tecido…) certamente conviveram em algum momento e durante algum tempo. Dessa forma, suportes podem ter um tempo de “convivência” saudável. Foi assim no passado, com o códex (pergaminhos, feitos de pele de animal para servir de suporte de escrita) e o livro pós-Gutenberg. Está sendo assim, agora, com o livro e a tela. Na atualidade, conteúdos e/ou suportes digitais já convivem com conteúdos impressos há pelo menos duas décadas. É possível perceber propostas híbridas, em que há predominância ora do impresso, ora do digital. Ganham destaque também novos formatos, como plataformas digitais, jogos e outros recursos físicos que se conectam com o digital.

É nesse cenário de evolução natural (e histórica) que os educadores devem atuar. Em vez de um discurso catastrofista, apontar para novas possibilidades. Da pedra à tela, temos novos elementos para pensar a educação e nos adaptar a uma mudança de comportamento de alunos e professores. A história da leitura e de seus suportes é de adaptação. As evoluções coexistiram até o momento em que a mais prática prevaleceu como suporte. A sociedade se

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