Aluna moçambicana realiza mestrado através do intercâmbio

A acadêmica está concluindo o mestrado no Brasil.

A estudante que está terminando sua dissertação sobre A Lei da Imigração, fala sobre os desafios e a importância da formação acadêmica fora do país.

Páscoa Raimundo Tiago, de 27 anos, natural da cidade de Maputo, capital de Moçambique – país do continente africano – atualmente cursa um mestrado sobre Direitos Humanos e Democracia. A aluna iniciou os estudos, no UniBrasil Centro Universitário, após ser selecionada em 2016, pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), programa do Ministério da Educação, que fornece bolsas de estudo, dentro e fora do país.

O UniBrasil é uma das instituições de ensino que possibilita a inserção de alunos estrangeiros no âmbito acadêmico, com o objetivo de fomentar a educação. Páscoa se formou em Ciências Policiais, na Academia Policial de Moçambique (2013), com pós-graduação em Direito Administrativo na Universidade do Minho, em Braga, Portugal (2016).

A jovem conquistou a bolsa de estudos depois que o seu projeto sobre Imigração foi aprovado, iniciando o mestrado em 2016. “Fiquei muito feliz com a notícia, pois sempre quis conhecer o Brasil e também pela questão da língua, o que facilitou muito”, comentou a moçambicana relatando que soube sobre a oportunidade do mestrado no Brasil através de amigos e que escolheu estudar na instituição após algumas indicações.

Durante a entrevista a estudante falou a respeito da temática de sua dissertação, A Lei da Imigração, onde faz um comparativo sobre as questões imigratórias entre Brasil e Moçambique.

Segundo a pesquisa da acadêmica, após a entrada expressiva de haitianos e sírios devido a uma série de problemas envolvendo catástrofes ambientais e guerra civil, houve a necessidade de se implementar no Brasil um Visto Humanitário.

“Havia muitos problemas de burocracia para a entrada dessas pessoas no país e uma demanda muito alta, então o Brasil entendeu que tinha que adotar um visto que agilizasse todo esse processo, por isso criou em 2010 o Visto Humanitário. A proposta do meu trabalho é fazer um comparativo, usando a experiência do Brasil para saber se conseguimos implementar esse modelo de visto em Moçambique, já que atualmente o meu país está vivendo um período de paz e muitas pessoas de outros países africanos (Congo e Etiópia) acabam se refugiando no Moçambique devido as guerras civis”, explicou.

A aluna também fala sobre o seu ponto de vista em relação ao intercâmbio e as oportunidades de bolsas de estudo. “Os projetos educacionais são de grande importância para aquelas pessoas, que assim como eu, não teriam condições financeiras para realizar um curso fora do país”.

Páscoa ressalta a experiência adquirida ao realizar um mestrado no Brasil. “É uma grande experiência não só a nível acadêmico, mas cultural. Estou aprendendo e conhecendo coisas que não tem no meu país, acho isso muito positivo”, destacou.

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