As eleições se aproximam e com isso aqueles que militam na política, como não podia deixar de ser, já começam a se movimentar visando o voto do eleitor. É mais do que óbvio que o povo precisa ser conscientizado para que o eleito seja responsável e represente bem a população, nunca querer vantagens pessoais na aprovação de um projeto para a cidade (como aconteceu em vários empreendimentos de grande relevância).
Nunca, jamais um legislativo poderá postergar direitos legítimos de seus representados, para simplesmente legislar em causa própria, como vimos ultimamente nas Câmaras Municipais e nos executivos. Quando há esse procedimento, onde fica a representação?
Recordo-me que antigamente, quando os vereadores nada recebiam, o trabalho legislativo era tratado com bastante coerência e ninguém se atrevia a nomear parentes ou amigos para serem assessores ou secretário. Ainda se o ordenado saísse do bolso do legislador , tudo bem. Mas sabemos que não é assim. São tantas coisas que acontecem dando margens a comentários depreciativos, que a gente chega a pensar que ninguém quer assumir responsabilidades sobre o que de fato precisa ser feito, pois o que interessa mesmo é o pagamento de cada mês findo. Parte de tudo que vem acontecendo pesa muito sobre os partidos políticos. Estes, deveriam selecionar melhor os candidatos, passando pelo crivo da seleção para que somente os capacitados fossem investidos (até em outra matéria, sugeri um vestibular). Mas que isso não é possível, pois a nossa democracia permite tudo, vamos ter o máximo de cuidado. Não importa que seja o Arruia ou qualquer outro, desde que apresente consciência e honestidade. Ninguém, a quem lhe falta hombridade, jamais poderá ser lançado como candidato, pleiteando uma cadeira do legislativo, e o mesmo critério também severa ser aplicado à aquele que almeja ser alcaide de uma cidade.
Meu voto, bem sei, é apenas um. Mas sendo o único que tenho, é natural que eu o valorize. Com tapinhas nas costas, sorrisos simpáticos e propostas tentadoras e atraentes, vão ser muitos para conquistar o voto, é bem provável que ninguém perca tempo cortejando um eleitor emburrado e exigente como eu, mas caso haja alguém interessado, eu vou desde já adiantando as minhas preferências e idiossincrasias: Beleza, jovialidade, simpatia e charme não me entusiasmo, pois não sou jurado de concurso de miss.
Loquacidade para mim não é sinônimo de capacidade, papagaios também falam e eu nunca votei em nenhum. Ninguém se pode arvorar em honestidade antes de ter tido - e rejeitado – uma excelente oportunidade de baixar sê-lo.
Os maiores críticos de quem faz, são justamente os que não sabem fazer. Uma pela outra, eu ponho mais fé na experiência do que na esperança. Quem é cheio de si, por definição, é vazio.
Quem nunca realizou nada, ao chegar ao poder, vai continuar sem realizar nada. Não confio em quem me pede um voto de confiança, já tive péssimas experiências que muito me decepcionou.
Como já mencionei, meu voto é apenas um, mas ainda está disponível. Repito, não voto em candidato que se coloca em oposição a coisas boas da cidade. Como Corretor de Imóveis, constatei que muitos empreendimentos não foram aprovados por culpa exclusiva dos nossos representantes. Repensemos em nossos votos.
José Naidelice